sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

sobre o Orçamento!

o meu país tem um problema... grave!
não sabe votar!

já nem falo de esquerdas e direitas, escolhas políticas que se parecem com o escolher de equipas do colégio, a herança/revolta de políticas caseiras, ou a mera preferência pictórica!


o problema aqui não é de esquerda/direira, é uma questão de TIMING, ou seja, de o povo português guinar sempre nas alturas em que não o devia fazer!

passo a explicar: Portugal, em minha singela opinião de politóloga ranhosa, elege políticos de direita quando se pode dar ao luxo de investir, e políticos de esquerda quando a situação é para apertar as contas públicas!

resultado: governos Guterres a quase pôr em causa o défice(e a entrada no euro), governos Barroso a manter o despesismo (porque, se não é necessário, o governo não perde eleições ao desbarato cortando no Estado que sustenta grupos de interesse e classes corporativas), e agora, para cúmulo, com as contas a descambar, o povo português lembra-se, ai mas pera, que temos de ter estabilidade! e volta o Enginhêro

querem fazer investimento público: muito bem, acho óptimo, as cinco pontes sobre o Tejo e três aeroportos dão-me um jeitão (o TGV, só pra Madrid é que me cativa, porque não tenciono visitar o feudo do Sr Jorge Nuno tão depressa, obrigadeinha!)

mas, se calhar quando temos o FMI já na fronteira, pronto a entrar, é capaz de não ser muito boa ideia...

o défice é astronómico, o desemprego um flagelo: mas este Ministro com cara de cansado/carneiro mal-morto, a única coisa que consegue dizer é que é tudo ideia parva das agências de rating, essas salafrárias, vejam lá o cúmulo, que têm interesses comerciais (Chavez não diria melhor)

e, para acelerar a economia, dar o estímulo que faltava à competitividade das empresas, o que fazemos? taxamos os prémios, PRINCIPALMENTE daqueles bancos que foram os únicos da Europa que não ficaram de calças na mão, ou melhor dizendo, de títulos podres na mão!

taxa-se a única remuneração que verdadeiramente impulsionava maiores resultados, mais crescimento por parte das empresas e dos trabalhadores...aqui entre nós, qual é o segredo das economias Anglo-Saxónicas? PRÉMIOS. Astronómicos, tentadores! Mas não, em vez de se querer fazer o público mais competitivo e aguerrido, faz-se um privado à imagem e semelhança do público, em que não vale a pena trabalhar, porque o salário é garantido, e por mais que a empresa lucre, o trabalhador pouco sente!

os banqueiros riem-se, e obviamente afirmam que irão arranjar esquema de corrigir esse revés... MEANING: passar o preço para o consumidor final, explicam depois os economistas!

e a Nelita, o que diz disto? que não nos podemos esquecer de aprovar a Lei da finanças Regionais (finanças está em minúscula de propósito)... porque é uma ninharia, são oitenta milhões... nem que fossem cêntimos, minha senhora, depois da magnífica gafe da asfixia democrática, continua a bater na mesma tecla? eu sei que devemos ser leais com quem nos elegeu, mas olhe que o tio Alberto da-lhe uma facadinha nas costas à primeira oportunidade!

portanto, com este cenário, o Ministro aposta na redução do défice assim à tuga, devagarinho, porque PARA O ANO É QUE É (deve ser sportinguista), e estima receitas assentes num crescimento económico, que COM CERTEZA se vai verificar... quanto mais não seja porque Nossa Senhora é padroeira aqui da terrinha!

o Zapatero corta 50 mil milhões, mas nós damo-nos ao luxo de ser bueda ideológicos, socialistas prestes a mudar o mundo só pelos good looks do pessoal, ao mesmo tempo que perseguimos esses safados desses ricaços da classe média!

eu acho que só a equipa do Braga é que interiorizou o que o Cavaco nos quis dizer...

eu, por mim, estou com muito medo!